HISTÓRIA
UM ALEGRE, AMOROSO e EXÓTICO CÃO
DE COMPANHIA
A história do Bichon remonta à renascença
francesa, onde atingiu seu apogeu.
Esta raça descende do Barbet ou Speniel d'água,
cuja família inclui o Maltês, Bolonhês,
Havanês e o Teneriffe, como era conhecido o Bichon.
Originária do Mediterrâneo, ela teria sido
levada a outros pontos do mundo por marinheiros que costumavam
oferecer estes cães em troca de favores. Assim
a raça obteve uma boa acolhida na Espanha e de
lá foi levada para Teneriffe nas ilhas Canárias.
Todavia, houve pouco ou nenhum desenvolvimento durante
sua estadia ali. Mesmo assim, o nome Teneriffe foi mantido,
principalmente por causa de sua natureza exótica
e do valor comercial que ele emprestava à raça.
Hoje, o Teneriffe não existe mais na ilha.
No início da Renascença, o Teneriffe foi
levado da Itália para a França e, durante
o reinado de Francisco I, tornou-se mais conhecido.
Seu apogeu, entretanto, ocorreu entre 1574 e 1589, durante
o reinado de Henrique III. Nesta época, os cães
eram tão bem tratados pelos seus donos - perfumados,
banhados, embelezados - que teriam gerado, inclusive uma
nova palavra: "Bichonner", ou seja, embelezar.
A raça também desfrutou de relativo sucesso
na Espanha, entre os infantes e os pintores. sabe-se,
por exemplo, que o Bichon Frise está presente em
muitos quadros de Goya, um importante artista espanhol.
Mas o destino reservaria dias menos venturosos para este
cãozinho de pêlo frisado. Com a Revolução
Francesa, desencadeou-se uma verdadeira "caça"
aos nobres e a tudo que lembrasse nobreza, riqueza ou
status. Entre eles estava o cãozinho dos nobres
franceses o "Bichon Frise". A tal ponto esta
perseguição chegou, que, em fins do século
XIX, era visto nas ruas de Paris com pedintes, ou nos
circos, onde até hoje é muito usado por
treinadores de cães devido à grande facilidade
e rapidez com que aprende truques e ensinamentos.
Após a I Guerra Mundial, finalmente a raça
despertou o interesse dos criadores europeus, a ponto
de levarem a fixarem suas linhas através de programas
de acasalamento. Assim, somente em 1933, surgiu o padrão
da raça, bem como a opção pelo nome
"BICHON A POIL FRISE" (ou Bichon de pêlo
frisado), uma vez que, até então, era conhecida
tanto por este nome como por Teneriffe. Em 1956, o Bichon
foi introduzido nos Estados Unidos, país, hoje,
considerado o mais representativo em sua criação.
Lá, o padrão original francês foi
um pouco modificado, tornando o tipo ideal da raça
um pouco maior e mais pesado.
O segundo maior criador da raça è a Inglaterra,
onde existe um fator de diferenciação muito
importante: ao invés de estar enquadrado no grupo
de cães de companhia, como nos Estados Unidos e
em outros países, o Bichon ocupa, ali e também
na Austrália, a categoria de cães de luxo,
ou "TOYS". E o resultado é que, para
manter as características deste tipo de cão,
os ingleses buscam exemplares menores e mais delicados.
Mas, além da Inglaterra e dos Estados Unidos, outros
países apresentam exemplares em número considerável,
como Austrália, França, Bélgica e
Holanda. Na América Latina, esta raça ainda
é rara, havendo alguns exemplares na Argentina
e Brasil.
e-mail:
kennel@royalwindsorkennel.com